Português para todes: percepções de profissionais de língua portuguesa sobre o uso de linguagem inclusiva
Abstract
Os debates sobre o uso de formas não binárias incluem a possibilidade ou não de alterar regras existentes ou adicionar novas formas ao conjunto de normas da língua que viabilizam a expressão de identidades e a possibilidade de existências. No entanto, o uso de formas não binárias é visto por muitas pessoas como algo que transgride a norma culta ou modifica a língua como um todo, apesar de as línguas vivas passarem por constantes mudanças. A sala de aula de língua pode ou fomentar ou impossibilitar a expressão de identidades que escapam a sistemas rígidos, dependendo da visão de quem leciona. Este artigo discorre a respeito da visão de profissionais de língua portuguesa sobre o possível uso de linguagem inclusiva em sala de aula. Os dados obtidos através da aplicação de um questionário anônimo revelam a familiaridade de profissionais de língua portuguesa (n=55) com questões relacionadas à não binariedade, bem como dificuldades e preocupações em relação à implementação de linguagem inclusiva em aula. Os resultados indicam que a maioria das pessoas que participaram da pesquisa já tinham ouvido falar sobre linguagem neutra/não binária (93%) e conheciam pessoa não binária (74,5%). A maior parte do grupo (72%) concordava com o acréscimo de formas não binárias ao português, mas um número menor se disse confortável com o seu uso em geral (64%) e em materiais didáticos (57%). Dentre as preocupações expressas por profissionais, destaca-se a necessidade de desenvolvimento profissional.
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